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Quando os prazeres superaram o limite da vida: A enfermaria dos “loucos”.

klimt-morte-e-vida
klimt-morte-e-vida. No contexto do post: a vida terminada pela busca da loucura da vida pela morte ou a vida que tem tempo de se agregar a outras vidas?

No episódio de atendimento do meu avô por causa de um osso fraturado ao cair em casa fiquei como acompanhante dele na enfermaria dos “loucos pela morte”. Era uma enfermaria enorme. Na parte da frente no lado direito tem um posto de enfermagem,no lado esquerdo tem um banheiro e no meio da enfermaria tem uma parede que divide o lugar em duas alas sendo que dos dois lados desta parede tem leitos. Nas duas extremidades também tem leitos, parece uma enfermaria de hospital de guerra. Deveria ter pelo menos um total de 40 leitos. As paredes estão todas encardidas na cor bege e verde. O aspecto estético das pessoas é deplorável. É possível enxergar o sofrimento em suas fisionomias. Fiquei focado nos que sofreram acidentes de moto os “loucos pela morte”.

Segundo uma pesquisa da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais FHEMIG em 2013 chegou-se ao número de 7.131 casos em que 55% dos acidentes foram considerados graves, sendo 60% com idade entre 18 e 30 anos e 80% do sexo masculino. Não informaram o número de reincidentes, mas um médico relata rever muitos acidentados. Em um caso específico segundo o médico o garoto após o primeiro acidente comprou uma moto mais potente e no segundo acidente acabou perdendo uma das pernas.[1]

Lá conheci o V um garoto que bebe muito, anda de moto e já estava no seu terceiro acidente de moto ele está com o rosto todo cheio de casquinhas de machucado, assim como tem ferimentos pelos braços, pernas e pés. O garoto tem 20 anos, trabalha como soldador e saiu da escola. Usando o vocabulário freudiano ele é uma vítima da “pulsão de morte” [2] (um instinto de autodestruição) descontrolada. O que pode ser mais morte do que uma tatuagem da representação da morte (um esqueleto usando um capuz e carregando uma foice) nas suas costas? Ele é um garoto que trabalha muito e faz musculação, estava ficando forte ( me mostrou uma foto dele) ele bebe muito e “pega” muita mulher. Em busca da vida ele vai atrás da morte: ele busca a vida pela morte e não pela vida.

Assim como V encontrei também F, e J (estou usando letras para não usar os nomes evitando expor as pessoas) em outra enfermaria no hospital Maria Amélia Lins onde meu Vô ficou internado. Todos eles foram parar no hospital por causa de acidentes com moto. Quantos acidentes no hospital são causados pelos “loucos da enfermaria”? Jovens ou até homens um pouco mais “maduros” trabalham muito e tem poucas oportunidades de lazer, além de não serem adeptos de nenhuma prática espiritual especulo. Muitos acabam encontrando na adrenalina de pilotar uma moto em alta velocidade uma maneira de sentir que o sangue pulsa nas suas veias!

Você caro leitor, quantas vezes na ânsia de sentir a vida através da adrenalina pulsando através do sangue em suas veias, ou um “barato” qualquer através do álcool ou de qualquer outro vício, seja pela comida, por sexo e acabou se deparando com a morte? Talvez você ainda não tenha chegado neste ponto, mas fica a pergunta: sua vida está tão desequilibrada que você só sente a energia da vida através de um vício? Melhor buscar a vida pela vida, através de um esporte, de um hobbie e de práticas espirituais! Na lista de links ao lado você encontrará canais do You tube e sites para te ajudar nesta jornada. Viva a vida “biozoe” (veja explicação no menu do lado esquerdo do blog) vida integral!

[1] http://www.fhemig.mg.gov.br/banco-sala-de-imprensa/2662-fhemig-alerta-para-acidentes-com-moto-e-divulga-pesquisa-inedita

[2] VAZQUEZ, Antônio. Para compreender Freud, Proclama Editora: 2006.

Ozimar Bovió

Críticas negativas, críticas positivas.Quem são os “outros” que te importam?

Muitas vezes na minha vida eu fiquei preocupado com a opinião das outras pessoas, mas algumas opiniões me enchiam de entusiasmo. Na metade do meu curso na faculdade eu conheci uma organização que cuida da formação de jovens líderes empreendedores.Acaba que eu ficava dividido entre as tarefas da faculdade com uma carga horária muito grande, já que era em uma universidade pública, e os trabalhos voluntários e cursos da organização. Neste grupo eu treinava oratória toda segunda-feira a noite através de debates e ao final do debate recebia um feedback dos juízes e o legal era que eles sempre procuravam primeiro algo de positivo para colocar na observação e somente depois faziam uma análise de pontos negativos. Só que o mais motivador era a forma gentil e o prazer que eles demonstravam em suas falas cheias de mudanças na tonalidade da voz o que me informava sobre os sentimentos deles, à emoção em desempenhar aquele papel.

Na faculdade eu apresentava trabalhos na sala de aula e acompanhava muitas apresentações de monografia, dissertações e teses. Recomendo a leitura do livro “A Antropologia da academia: quando os índios somos nós” em que o professor Kant fala sobre como são as regras do jogo acadêmico no Brasil em comparação com os E.U.A:(http://www.editora.uff.br/index.php?option=com_booklibrary&task=view&id=116&Itemid=10&catid=12).

O que se perguntava sempre para a pessoa que ia apresentar é se ela estava pronta para colocar a cara para bater porque era exatamente isto o esperado, muitas observações sobre o que estava ruim e pouquíssimas sobre o que estava bom. Em algumas oportunidades o professor convidado vinha de fora da universidade e fazia o papel de bacana, mas na maioria das vezes eram críticas frias sobre o trabalho da pessoa e poucos tinham o talento de expressar os seus sentimentos em diversos tons de voz. Cabia ao aluno ficar satisfeito em ser aprovado, muitas vezes com uma nota muito boa que era bem contraditório com a quantidade de observações de problemas no trabalho. Só posso entender que não foram treinados para fazer análises dialógicas em que se constroem novas teorias aproveitando-se dos pontos positivos de outra teoria acrescentando atualizações da questão, mas são excelentes destruidores de teorias sempre fazendo desconstrução em uma dialética do lado negativo do trabalho. Sobra ao aluno a inteligência emocional para se valorizar pelos seus feitos e ter a “grandeza” de aprender com as críticas em um gesto de humildade científica.

Daniel Goleman no livro, “Foco: a atenção e seu papel fundamental para o sucesso” escreve sobre o resultado de críticas feitas de maneira fria e em tom de gentileza: “Uma pesquisa descobriu que quando as pessoas recebem um feedback de desempenho negativo num tom de voz gentil e solidário, saem da conversa com sensações positivas, apesar do feedback negativo. Mas quando recebem avaliações de desempenho positivas com tons de voz frios e distantes, acabam se sentindo mal apesar da boa notícia”(GOLEMAN, p.74) Recomendo o Livro: http://www.objetiva.com.br/livro_ficha.php?id=1347.

Esta pesquisa explica porque não poucas vezes receber um feedback negativo de amigos empreendedores daquela organização que forma jovens líderes que citei no início,foi muito revigorante, enquanto rara as exceções, receber um feedback positivo de certos acadêmicos me deixou estranhamente desanimado. E coube a mim o gesto de “grandeza” de analisar o quanto no meu trabalho eu melhorei e os diversos pontos positivos e, claro, aprender com os erros.Claro que isto faz parte do amadurecimento emocional, porém é sempre bom contar com uma ajuda externa,um bom amigo que após  apresentações como esta possa ajudar-te em uma avaliação mais positiva desta experiência afim de colocar o foco no quanto você evoluiu e  nos vários aspectos que não costumam ser citados. No final como me disse uma professora que sabe fazer uma crítica com gentileza é preciso saber quem são os “outros” que te importam!

Ozimar Bovió

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